terça-feira, 12 de junho de 2007
O Dragão em Berlim
Não tenho internet na Alemanha. Onde é que se viu uma coisa destas? Um hotel para homens e mulheres de negócios sem internet! E sem ar condicionado nos quartos! E estiveram quase 30 graus!! Antes que o meu cérebro derretesse, consegui vir a Londres fazer uma audição, mas volto hoje para Potsdam para os ensaios de produção e récitas no maravilhoso teatrinho do Neues Palais. Entretanto, cá ficam umas fotos dos ensaios com a Akademie für Alte Musik Berlin no centro de artes Radialsystem V, em Berlim.
Tamsin Dalley, Akademie für Alte Musik e Gary Cooper no cravo.
Dan Auchincloss e Michael Bundy no relax.
Nick Warden, obviamente não prestando atenção ao ensaio.
domingo, 3 de junho de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Ficha técnica
The Dragon of Wantley
A burlesque opera by John Frederick Lampe (1703-1751) after a libretto by Henry Carey (1689-1743)
Performances on June 20, 22, 23 and 24
Palace Theatre, New Palace, Sanssouci, Potsdam, Germany
The Dragon - Nicholas Warden
Gubbins - Michael Bundy
Margery - Joana Seara
Mauxalinda - Tamsin Dalley
Moore of Moore Hall - Daniel Auchincloss
Akademie für Alte Musik Berlin
Musical direction: Gary Cooper
Stage direction: Jack Edwards
Stage design: Robin Linklater
Costumes: Ashley Shairp
A co-production of Musikfestspiele Potsdam Sanssouci and Opera Restor’d London
The comic opera of John Frederick Lampe, a born German, was first performed on May 10, 1737 at the Little Theatre in the Haymarket, London. An immediate sensation, it was quickly transferred to Covent Garden. It was such a success that it held the stage for nearly 50 years and thus became the most popular comic opera after the »Beggar's Opera« in 18th century England. »The Dragon of Wantley is also a great parody of the Italian operatic staging, revealing supreme mastery. It is very »English«, at the same time very »down-to earth«, and full of British humour. It can also be read as a satire on contemporary politics and moral conditions.
The Dragon of Wantley
Ilustração de Blanche McManus"Have you not heard how the Trojan horse
Held seventy men in his belly?
This dragon was not quite so big,
But very near, I'll tell ye;
Devoured he poor children three,
That could not with him grapple;
And at one sup he ate them up,
As one would eat an apple."
retirado de The Dragon of Wantley, escrito por um poeta anónimo do século XVII.
Este texto foi a base do libretto de Henry Carey. E está a dar cabo da minha cabeça!!! Vim a descobrir (no primeiro dia de ensaios) que, para além do meu papel, também tenho de aprender os coros. Resultado: 4 dias para aprender e decorar 6 coros longos e cheios de palavrinhas chatas de cantar e difíceis de memorizar! Isto porque a nossa produção não tem Coro. Está tudo a apertar o cinto.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
The Edwardians
Não sei o que me deu ontem à noite, que não tinha sono. Ou foi das gambas ou do chili... Mas, felizmente, a BBC passa coisas interessantes às 4 da manhã. Integrados num ciclo de programas chamado The Edwardians, a BBC tem mostrado uma série de documentários que têm, como uma das fontes, um arquivo fotográfico de um banqueiro milionário francês, Albert Kahn. No início do século XX, este senhor mandou fotógrafos para mais de 50 países para que, utilizando a ainda muito jovem técnica de fotografia a côr, fotografassem pessoas e costumes de todo o mundo. O seu "Arquivo do Planeta" tem mais de 72.000 fotografias e cerca de 100 horas de filme datados de 1908 a 1930. Tinha o maravilhoso e ambicioso intuito de promover a paz mundial e tolerância para com os hábitos e tradições dos outros povos.
Ver o Rio de Janeiro a cores, sem favelas e com "meia dúzia" de casas coloniais, ou filmes mostrando a graciosidade e destreza das mulheres chinesas a trabalhar nos campos com os seus pés ligados, fez essas pessoas não existentes há um século tão reais e vivas que até me vieram as lágrimas aos olhos. Bom, podia ser da hora tardia...
Actores, Hanoi (Vietnam), 1915 © Musée Albert Kahn
Mulher a trabalhar, Galway (Irlanda), 1913 © Musée Albert Kahn
Mulher e criança, Galway (Irlanda), 1913 © Musée Albert Kahn
Na Alemanha, foram recentemente encontradas mais de duas dezenas de gravações de vozes de homens comuns, prisioneiros de guerra britânicos da 1ª Guerra Mundial, a ler textos e a cantar canções das suas terras. As suas vozes revelam, para além de pronúncias fortes com sons por vezes inesperados, algum medo, hesitação, emoção e até mesmo desafio e rebeldia. (Uma das vozes revela também uma excelente voz de tenor, quase haute-contre de tão aguda!)
Bom, isto foi o que estive a ver até às 4 da manhã. Umas horas depois fui acordada com a campaínha e perguntaram-me se, por acaso, vivia alguém aqui que falasse português. Já o ano passado foi a mesma coisa... Como é que souberam que aqui vive uma portuguesa? Mas já sei para o que é: querem falar sobre Deus. Ou são Jeovás ou de alguma igreja brasileira tipo IURD, o que é bastante irritante porque a minha "noite" de sono é preciosa!
Ver o Rio de Janeiro a cores, sem favelas e com "meia dúzia" de casas coloniais, ou filmes mostrando a graciosidade e destreza das mulheres chinesas a trabalhar nos campos com os seus pés ligados, fez essas pessoas não existentes há um século tão reais e vivas que até me vieram as lágrimas aos olhos. Bom, podia ser da hora tardia...
Actores, Hanoi (Vietnam), 1915 © Musée Albert Kahn
Mulher a trabalhar, Galway (Irlanda), 1913 © Musée Albert Kahn
Mulher e criança, Galway (Irlanda), 1913 © Musée Albert KahnNa Alemanha, foram recentemente encontradas mais de duas dezenas de gravações de vozes de homens comuns, prisioneiros de guerra britânicos da 1ª Guerra Mundial, a ler textos e a cantar canções das suas terras. As suas vozes revelam, para além de pronúncias fortes com sons por vezes inesperados, algum medo, hesitação, emoção e até mesmo desafio e rebeldia. (Uma das vozes revela também uma excelente voz de tenor, quase haute-contre de tão aguda!)
Bom, isto foi o que estive a ver até às 4 da manhã. Umas horas depois fui acordada com a campaínha e perguntaram-me se, por acaso, vivia alguém aqui que falasse português. Já o ano passado foi a mesma coisa... Como é que souberam que aqui vive uma portuguesa? Mas já sei para o que é: querem falar sobre Deus. Ou são Jeovás ou de alguma igreja brasileira tipo IURD, o que é bastante irritante porque a minha "noite" de sono é preciosa!
terça-feira, 1 de maio de 2007
Tempo
E perguntam vocês porque é que eu estou tão obcecada com o tempo. Está bom tempo, e depois? ... hmm... Acho que estou a ficar demasiado inglesa. Todos os ingleses são obcecadas pelo tempo e esse tema deve constituir uns bons 70% das conversas. Daí que 70% do meu blog fala do tempo. Pronto.
E não há dúvida que Inglaterra, por ter muito verde, fica linda nesta altura. Onde quer que esteja em Londres, a cor verde e o colorido das flores ressalta à vista. Para dizer a verdade, nunca tinha reparado nestas coisas quando vivia em Lisboa... Lisboa precisa de mais verde!!! Não basta um jardinzito aqui ou ali. O verde deve estar nas ruas! VERDE NAS RUAS! CANTEIROS NAS RUAS! MUITOS, MUITOS, MUITOS!!!
E não há dúvida que Inglaterra, por ter muito verde, fica linda nesta altura. Onde quer que esteja em Londres, a cor verde e o colorido das flores ressalta à vista. Para dizer a verdade, nunca tinha reparado nestas coisas quando vivia em Lisboa... Lisboa precisa de mais verde!!! Não basta um jardinzito aqui ou ali. O verde deve estar nas ruas! VERDE NAS RUAS! CANTEIROS NAS RUAS! MUITOS, MUITOS, MUITOS!!!
Dia mai lindo!
Têm estado uns dias espectaculares. Aproveitando o dia de ontem, resolvi fazer a experiência de andar de minha casa ao local de ensaios da próxima ópera, só para ver quanto tempo demoraria (e se conseguiria resistir a tentação de entrar num autocarro). Sobrevivi as duas horas de caminho entre Kentish Town e Pimlico. Percorri Londres de norte a sul (dentro da zona 2)! Para a próxima, farei em menos tempo.
Acho que engordei uns quilitos, por isso penso que esta será a melhor forma de voltar ao normal. Atravesso dois parques, o Regent's Park e o Green Park, Buckingham Palace, ruas muito movimentadas como a Regent's Street ou ruas pequenas e muito posh como a New Bond Street e a zona de Belgravia. Estou muito entusiasmada, até porque os ensaios só começam às 11 da manhã e não preciso de me levantar muito cedo para me pôr a caminho.
Hoje acordo e vejo um dia ainda melhor que o de ontem! As fotografias não mostram uma vista maravilhosa, mas isto é o que eu vejo da janela do quarto e da janela da sala, no outro lado do apartamento.

Acho que engordei uns quilitos, por isso penso que esta será a melhor forma de voltar ao normal. Atravesso dois parques, o Regent's Park e o Green Park, Buckingham Palace, ruas muito movimentadas como a Regent's Street ou ruas pequenas e muito posh como a New Bond Street e a zona de Belgravia. Estou muito entusiasmada, até porque os ensaios só começam às 11 da manhã e não preciso de me levantar muito cedo para me pôr a caminho.
Hoje acordo e vejo um dia ainda melhor que o de ontem! As fotografias não mostram uma vista maravilhosa, mas isto é o que eu vejo da janela do quarto e da janela da sala, no outro lado do apartamento.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Da janela
Passam três raparigas de mochilas, uma com um carrinho de bébé.
Passa um bando de crianças não mais velhas que 10 anos e tão novas que quase nem sabem andar (sem exagero!) a "educarem-se" umas às outras na rua. Não faço ideia como conseguiram cigarros ou onde encontraram aquele martelo.
Passa uma rapariga, não mais de 15 anos, bastante gorda e feia, e um bébé alguns passos mais atrás que está obviamente a aprender a andar. A jovem, impaciente, quer ir às compras, mas a criança não parece andar ao mesmo ritmo e está sempre a cair. Agarra-lhe as mãos, barafusta. Ainda tenta dar uns passos ao ritmo do bébé, mas não dá: muito lento, muito chato - o bébé até parece que faz de propósito. Grita-lhe e agarra-o como se fosse um saco de batatas. Não diria que estivesse a pegar a criança ao colo.
Passa um bando de crianças não mais velhas que 10 anos e tão novas que quase nem sabem andar (sem exagero!) a "educarem-se" umas às outras na rua. Não faço ideia como conseguiram cigarros ou onde encontraram aquele martelo.
Passa uma rapariga, não mais de 15 anos, bastante gorda e feia, e um bébé alguns passos mais atrás que está obviamente a aprender a andar. A jovem, impaciente, quer ir às compras, mas a criança não parece andar ao mesmo ritmo e está sempre a cair. Agarra-lhe as mãos, barafusta. Ainda tenta dar uns passos ao ritmo do bébé, mas não dá: muito lento, muito chato - o bébé até parece que faz de propósito. Grita-lhe e agarra-o como se fosse um saco de batatas. Não diria que estivesse a pegar a criança ao colo.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Fotos do bom tempo
Feliz Aniversário!
Foto de Paixão Esteves de um muro da Revolução, retirada do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, a visitar.
terça-feira, 24 de abril de 2007
The bridesmaid's story
Vou-me retirar das competições - como uma amiga minha diz, "always de bridesmaid, never the bride"! Pensei nisto quando "acordei e cheirei o café". Adoro o cheiro do café, mas fico sempre desapontada com o sabor... Conhecendo bem os outros finalistas, não consigo deixar de me sentir feliz pelos que venceram, mas o sabor amargo da "derrota" lá estava antes de ter bebido o meu café da manhã.
Mas qual não foi o meu espanto quando agora abri o envelope que nos deram e, com o esperado certificado que confirma a nossa presença na final, vi um inesperado cheque chorudo!? Isto vai pagar o próximo mês da renda da casa, as contas e ainda sobra para quase um mês de compras de supermercado! I love this country!!!
Mas qual não foi o meu espanto quando agora abri o envelope que nos deram e, com o esperado certificado que confirma a nossa presença na final, vi um inesperado cheque chorudo!? Isto vai pagar o próximo mês da renda da casa, as contas e ainda sobra para quase um mês de compras de supermercado! I love this country!!!
domingo, 22 de abril de 2007
Duhh?!?
Bom, tive de chegar ao ensaio geral para me aperceber que o repertório da final é chato e demasiado grave para a minha voz...
London Marathon 2007
Um espectáculo! Eu só participei atraves de doações (embora pequeninas) a instituições de caridade pelas quais amigos meus correm hoje. Todo o tipo de pessoas concorre e a atmosfera entre atletas e o público é simplesmente maravilhosa. Infelizmente, não pude meter-me no meio da multidão - resolvi poupar-me para o ensaio com os Handel Players às 4 da tarde para a final de amanhã. Mas só de ver na televisão o entusiasmo de tanta gente dá-me vontade de correr para o ano (o que nao vai acontecer, claro...). Tenho grande admiração pelas centenas de pessoas que têm coragem de o fazer! Go Ben! Go Claire!
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Sol e Handel
Por cá, a Primavera escalda. Corre tudo para os parques a apanhar escaldões, homens passeiam-se pelas ruas sem camisa, como se estivessem na praia. Mulheres de calções mini-mini-mini e tops de biquini wee-ni-wee-ni-wee-ni; por segundos, até parece que estou na Costa da Caparica. Mas não, estou em Oxford Street.
As árvores estão lindas e floridas. Londres é muito bonita na Primavera, com os seus jardins públicos e privados, para além dos muitos parques pela cidade.
Mas não consigo gozar nada disto sem me sentir um pouco culpada. Tenho pilhas e pilhas de partituras para ler. Tanto tempo que estive sem fazer nada, e a chover lá fora, e resolveram todos mandar-me partituras ao mesmo tempo quando faz sol!
A Handel Competition tem sido um stress, três provas que aquilo tem. As duas primeiras já passaram, a terceira é na segunda-feira. Claro está que a terceira é sempre a mais mal preparada... O sol lá fora e eu cá dentro de nariz no Handel, salvo seja.
Depois tenho de começar a ler a Margery. Depois a Julieta, depois umas árias barrocas, depois a Damigella (vá lá, que essa é pequenita, não tem muito para ler). Bom, aqui vai uma lista dos meus próximos projectos - tudo em Música Antiga e Barroca:
- Margery The Dragon of Wantley Lampe, dir. Gary Cooper/enc. Jack Edwards, Akademie für Alte Musik, Opera Restor'd e Musikfestspiele Potsdam Sanssouci, Alemanha
- Juliet Romeo and Juliet (inglês) Benda, dir. Mathew Halls/enc. Jeremy Gray, Bampton Classical Opera
- Gravação de árias barrocas
- Damigella The Coronation of Poppea (inglês) Monteverdi, dir. Laurence Cummings, English National Opera - o meu debut na ENO!!!
- Ópera barroca
- Dorinda Orlando de Handel, gravação e versão concerto no Wigmore Hall
- Dorinda no Festival de Praga de 2009.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Tosquiada
terça-feira, 27 de março de 2007
Estou "charmed"

Quando uma pessoa acorda de manhã e pensa "vou ficar na cama mais um bocadinho - afinal, são só 10.30..." e depois pensa " Não! Tenho de tomar o pequeno-almoço porque duas horas de Charmed começam às 11!", então a mesma pessoa começa a perceber que algo está errado ( e não são as minhas horas de sono!).
Mas, espera! Quando a pessoa volta a casa a correr antes das 4 da tarde porque mais duas horas de Charmed vão comecar, então temos um vicio! Confesso.... confesso que estou viciada naquilo... que vergonha...
quinta-feira, 1 de março de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Finstock na neve
Finstock
Já que estou numa de postar, aqui vão umas fotos, tiradas com o meu telemóvel. Finstock, em Oxfordshire, é a terra onde a minha cara metade cresceu e onde passei uns dias há uma semana. Infelizmente, não tenho fotos de Finstock enterrada na neve. Foi uma questão de dois dias. Infelizmente também, não tenho fotos da maravilhosa aldeia de Bicester, uma autêntica Disneyland constituida apenas por outlets de grandes marcas, onde arranjei umas belas pechinchas. Quem diria que iria possuir uma camisola de caxemira e seda por... ... um preço tão barato!



Confusa...
Esta coisa do referendo pôs-me a pensar: será que sou emigrante? Se sim, não poderia votar neste referendo mesmo se estivesse hoje em Portugal... Vivo em Londres a maior parte do ano, pago impostos na Grã-Bretanha, estou inscrita no NHS... Mas a verdade é que também vivo em Lisboa o resto do ano. E declaro rendimentos às Finanças... Às tantas, estou ilegal n'algum lado!... Ooops... E não encontro informação de jeito na internet!
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Porcalhões
Eu sei que há gente que vive em autênticas pocilgas. Aqui no Reino Unido, há programas de televisão que ensinam alguns porcalhões a limpar a casa. Mostram o antes, assustam-nos com números e tipos de bactérias, com doenças fatais que podem apanhar e mostram o depois: uma casa limpa e cintilante com donos limpos e cintilantes. Não há dúvida de que todos nós, quer queiramos limpar, quer não, sabemos que é mais saudável ter uma casa limpa. Enfim, bom senso...
Mas quando pensamos a nível planetário, as mentalidades mudam...
Exemplos:
A reciclagem ainda está a milhas de se tornar um dever. Há cidades em Inglaterra que nem um ponto de reciclagem têm! E onde é que eu posso reciclar pilhas? Só me apetece roubar uns pilhões de Portugal e trazê-los para Kentish Town (zona 2 de Londres!) - aqui, nunca ninguém viu uma coisa dessas. E se isto acontece em países desenvolvidos... Isto para não falar no que acontece nos Estados Unidos e a sua política ambiental. Who killed the electric car?, no YouTube, mostra bem como dinheiro sobrepõe-se ao bom senso. E quando sabemos que há uma diferença abismal entre a capacidade pulmonar de crianças que vivem em zonas poluídas e as que vivem longe de estradas e indústrias... E quando vemos imagens na televisão de aldeias na China completamente envoltas em poeira negra...
Mesmo que a acção humana não tenha nada a ver com as mudanças climáticas (e parece que os cientistas têm agora 90% de certezas de que essa é a grande causa), quem acha bem viver num planeta sujo? Mesmo que não tenhamos nada a ver com o aquecimento global (hello?!), todos os governos e cidadãos do Mundo devem fazer os possíveis para que não vivamos numa autêntica pocilga (sem intenção de ofender nenhum porquinho de quatro patas, claro)!
Mas quando pensamos a nível planetário, as mentalidades mudam...
Exemplos:
A reciclagem ainda está a milhas de se tornar um dever. Há cidades em Inglaterra que nem um ponto de reciclagem têm! E onde é que eu posso reciclar pilhas? Só me apetece roubar uns pilhões de Portugal e trazê-los para Kentish Town (zona 2 de Londres!) - aqui, nunca ninguém viu uma coisa dessas. E se isto acontece em países desenvolvidos... Isto para não falar no que acontece nos Estados Unidos e a sua política ambiental. Who killed the electric car?, no YouTube, mostra bem como dinheiro sobrepõe-se ao bom senso. E quando sabemos que há uma diferença abismal entre a capacidade pulmonar de crianças que vivem em zonas poluídas e as que vivem longe de estradas e indústrias... E quando vemos imagens na televisão de aldeias na China completamente envoltas em poeira negra...
Mesmo que a acção humana não tenha nada a ver com as mudanças climáticas (e parece que os cientistas têm agora 90% de certezas de que essa é a grande causa), quem acha bem viver num planeta sujo? Mesmo que não tenhamos nada a ver com o aquecimento global (hello?!), todos os governos e cidadãos do Mundo devem fazer os possíveis para que não vivamos numa autêntica pocilga (sem intenção de ofender nenhum porquinho de quatro patas, claro)!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
C'est la vie
Depois de várias semanas no escuro relativamente ao que vou fazer no segundo semestre deste ano, tenho finalmente uma sucessão de projectos muito entusiasmantes. Infelizmente, foi um processo moroso porque tive de decidir o que aceitar e o que recusar, ao mesmo tempo que esperava por outras respostas a audições que iriam influenciar fortemente as minhas decisões. Acho que, pelo meio, certas pessoas cortaram relações comigo... Mas a vida de qualquer um nesta profissão é mesmo assim. Tenho ser racional e pensar no que mais me beneficiará em termos artistícos e nas novas oportunidades que o trabalho me poderá trazer. Isto, quando ainda não se assinou um contrato, claro. Um futuro post será publicado, quando tudo estiver ainda mais preto no branco.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Há pessoas que, realmente...
"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", garante o cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre)."
Notícia Aqui.
Notícia Aqui.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
domingo, 3 de dezembro de 2006
sábado, 2 de dezembro de 2006
Olhar em frente
Eu vivo precisamente a 20 minutos a pé de dois dos parques mais bonitos de Londres: Hampstead Heath, a nordeste, e Regent's Park, a sudeste. Agora que não faço nada da vida, nada melhor que passear ao fresquinho para manter a forma! Sim, os dias a vegetar em frente à (má) televisão em tom de (mini) depressão estão contados!


quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Falta de jeito

Que flores triangulares são estas? Nunca vi tal coisa...
Recebi o maior ramo de flores da minha vida. Tive que o dividir em duas jarras e fiz um trabalho bem deficiente - não tenho o mínimo jeito... Cheguei a casa à meia-noite e deitei-me às tantas por causa disto.


Pode parecer insignificante, mas demorei duas horas a fazer esta porcaria!!!
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Primeira noite
Após contratempos, ensaios de palco praticamente não-existentes e alguns nervos, as flores estão finalmente numa jarra e os pés em cima da mesa em frente ao sofá. Mais duas récitas e a coisa fica feita.
As primeiras fotografias às minhas extensões:


As primeiras fotografias às minhas extensões:


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